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	<title>Comentários em: Racistas? Não</title>
	<link>http://blog.geledes.org.br/2007/04/17/racistas-nao/</link>
	<description>O Blog do Geledés Instituto da Mulher Negra</description>
	<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 08:10:43 +0000</pubDate>
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		<title>por: Le Cuisinier</title>
		<link>http://blog.geledes.org.br/2007/04/17/racistas-nao/#comment-725</link>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 20:15:43 +0000</pubDate>
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					<description>Pretendia enviar essa questão para o Instituto mas não consegui abrir o endereço eletrônico. Alguns amigos da França e da Bélgica acharam que fui radical nessa colocação mas não sinto assim. SEgue abaixo o que penso sobre a insistência em "apagar" a presença do Negra, homem e mulher, de determinados tipos de anúncio.
Um abraço 
Le Cuisinier.

Infelismente não consegui colocar a imagem do anuncio  feito pelo senac/rio.  Está disponível no blog: banquetdemots.blogspot.com

Não é Um Descuido Aleatório, É?! 

 Pode parecer algo óbvio ou "natural" para uma parcela significativa dos brasileiros e daqueles que escolheram esse país para viver e trabalhar mas como, para mim, isso não é patente eu pergunto? Por que o anúncio que divulga a referida palestra sobre sucessão familiar em empresas não trás a imagem de um negro ou uma negra? Não há empresários ou empresárias afrodescendentes ou mesmo africanos nesse país? Se vocês - SENAC - são, ao que parece, um centro de formação, não deveriam ter isso também em mente? A foto que ilustra a propaganda poderia ter sido retirada, sem retoques, de qualquer revista Européia não? Qualquer criança negra que vir esse anúncio introjeta algo como: "isso não é para mim agora que sou criança nem para mim quando for adulto." Não preciso comentar então o efeito nos nossos jovens. Evidente que não é só essa imagem que provocará isso mas ela se junta a uma insistente e "burra" forma de pensar a publicidade que ainda encontra respaldo dentro dos "laboratórios" de propaganda e marketing nesse país; "tradutores" dos anseios que ainda nutrem as "elites" (sic) brasileiras do ideal de sermos um dia, uma "Suécia tropical" ou uma Buenos Aires melhorada ou, o que seria realmente ruim: uma Miami encravada bem ao sul do equador. Têm alguma dúvida sobre a existência de um empresariado negro, capaz e eficaz comandando empresas familiares prósperas, muitas delas com faturamento de milhões de dólares? Façam uma pesquisa nas revistas nacionais especializadas em economia, comércio e hotelaria. Vão encontrar coisas bastante interessantes; entre elas que esse país é maravilhosamente construído pelas mãos de negros, árabes, judeus, franceses, alemães, ucranianos, russos, belgas, holandeses, estado unidenses, espanhóis, portugueses, africanos, japoneses, chineses, ingleses, latinos de todos os recantos, canadenses, italianos... Somos uma nação de muitas cores, muitas culturas e línguas mas é preciso dar um BASTA a insistência de excluir, suavemente, desse bolo fantástico, a população negra, sobretudo a mais pobre. Não podemos mais fingir um desconhecimento de que o chão do Brasil foi regado com o sangue e o suor dessa gente combativa e competente, sequestrada em suas casas em África e traficada para cá aos milhões e escravizadas por longos e vergonhosos 400 anos. BASTA! 
Le Cuisinier. quinttal@yahoo.com.br
Propaganga do SENC Rio para empresários cariocas / e-mail: empresarial@rj.senac.br 

posted by Le Cuisinier. @ 7:39 PM</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pretendia enviar essa questão para o Instituto mas não consegui abrir o endereço eletrônico. Alguns amigos da França e da Bélgica acharam que fui radical nessa colocação mas não sinto assim. SEgue abaixo o que penso sobre a insistência em &#8220;apagar&#8221; a presença do Negra, homem e mulher, de determinados tipos de anúncio.<br />
Um abraço<br />
Le Cuisinier.</p>
<p>Infelismente não consegui colocar a imagem do anuncio  feito pelo senac/rio.  Está disponível no blog: banquetdemots.blogspot.com</p>
<p>Não é Um Descuido Aleatório, É?! </p>
<p> Pode parecer algo óbvio ou &#8220;natural&#8221; para uma parcela significativa dos brasileiros e daqueles que escolheram esse país para viver e trabalhar mas como, para mim, isso não é patente eu pergunto? Por que o anúncio que divulga a referida palestra sobre sucessão familiar em empresas não trás a imagem de um negro ou uma negra? Não há empresários ou empresárias afrodescendentes ou mesmo africanos nesse país? Se vocês - SENAC - são, ao que parece, um centro de formação, não deveriam ter isso também em mente? A foto que ilustra a propaganda poderia ter sido retirada, sem retoques, de qualquer revista Européia não? Qualquer criança negra que vir esse anúncio introjeta algo como: &#8220;isso não é para mim agora que sou criança nem para mim quando for adulto.&#8221; Não preciso comentar então o efeito nos nossos jovens. Evidente que não é só essa imagem que provocará isso mas ela se junta a uma insistente e &#8220;burra&#8221; forma de pensar a publicidade que ainda encontra respaldo dentro dos &#8220;laboratórios&#8221; de propaganda e marketing nesse país; &#8220;tradutores&#8221; dos anseios que ainda nutrem as &#8220;elites&#8221; (sic) brasileiras do ideal de sermos um dia, uma &#8220;Suécia tropical&#8221; ou uma Buenos Aires melhorada ou, o que seria realmente ruim: uma Miami encravada bem ao sul do equador. Têm alguma dúvida sobre a existência de um empresariado negro, capaz e eficaz comandando empresas familiares prósperas, muitas delas com faturamento de milhões de dólares? Façam uma pesquisa nas revistas nacionais especializadas em economia, comércio e hotelaria. Vão encontrar coisas bastante interessantes; entre elas que esse país é maravilhosamente construído pelas mãos de negros, árabes, judeus, franceses, alemães, ucranianos, russos, belgas, holandeses, estado unidenses, espanhóis, portugueses, africanos, japoneses, chineses, ingleses, latinos de todos os recantos, canadenses, italianos&#8230; Somos uma nação de muitas cores, muitas culturas e línguas mas é preciso dar um BASTA a insistência de excluir, suavemente, desse bolo fantástico, a população negra, sobretudo a mais pobre. Não podemos mais fingir um desconhecimento de que o chão do Brasil foi regado com o sangue e o suor dessa gente combativa e competente, sequestrada em suas casas em África e traficada para cá aos milhões e escravizadas por longos e vergonhosos 400 anos. BASTA!<br />
Le Cuisinier. <a href="mailto:quinttal@yahoo.com.br">quinttal@yahoo.com.br</a><br />
Propaganga do SENC Rio para empresários cariocas / e-mail: <a href="mailto:empresarial@rj.senac.br">empresarial@rj.senac.br</a> </p>
<p>posted by Le Cuisinier. @ 7:39 PM
</p>
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